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Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor

O Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor atualmente em construção no rio Sabor, afluente da margem direita do rio Douro, é um projeto fundamental para o controlo da bacia nacional do rio Douro, com particular importância estratégica na gestão da cascata hidroelétrica situada a jusante no rio Douro. A construção deste empreendimento da EDP   foi adjudicada a 30 de Junho de 2008 ao Agrupamento Complementar de Empresas(ACE) Baixo Sabor ACE, constituído pela Bento Pedroso Construções S.A. (subsidiária do grupo ODEBRECHT) e a Lena Engenharia e Construções.


  



Localização

O AHBS localiza-se na região de Trás-os-Montes, no troço inferior do rio Sabor, primeiro afluente da margem direita do rio Douro em território português. Em te rmos administrativos, a sua implantação faz-se no território do concelho de Torre de Moncorvo, freguesias de Larinho e de Torre de Moncorvo, estendendo-se as albufeiras pelos concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo.   

O rio Sabor nasce na Serra de Parada, em Espanha, a cerca de 1600 metros de altitude, atravessa a fronteira na zona do Parque Natural de Montesinho e após um percurso de pouco mais de 120 Km sempre em vales bastante profundos, vai desaguar no rio Douro a jusante do Pocinho, à altitude de 97 metros. Aproximadamente 86% da bacia está situada em território português


 

(Fig.1 Bacia hidrográfica do rio Sabor)

 


Escalão de montante


O escalão de montante constitui a parte mais significativa e também mais visível do AHBS. Situado a aproximadamente 13 Km da foz do Sabor, integra a barragem propriamente dita, a central e os correspondentes circuitos hidráulicos. 

A barragem é uma estrutura em abóbada com uma altura máxima de 123 m acima da cota de fundação e o seu coroamento, à cota 236, apresenta um desenvolvimento de 505 m e uma espessura máxima de 39 m na base. Tem, como órgãos de segurança, um descarregador de cheias, uma descarga de fundo e um posto de observação e comando. 

 




(Fig.2 Esq. geral do escalão de montante)

 

(Fig.3 escalão de montante em const. 03/12)



(Fig.4 escalão de montante em const. 03/12)



A central situa-se na margem direita, é em poço, e aloja dois grupos reversíveis de 70 MW cada um. 

A adução é feita por dois circuitos hidráulicos independentes que atravessam o maciço rochoso da margem direita. 

O coroamento será aproveitado para a implantação de uma estrutura rodoviária que permitirá às freguesias de Adeganha e Cardanha um acesso muito mais cómodo e rápido à sede do concelho

 

 

 


Escalão de jusante


O escalão de jusante, situado a 3 Km da foz, é constituído por uma barragem de gravidade com uma altura máxima de 45 m com um descarregador de cheias, controlado por comportas na parte central e por uma central em poço, localizada também na margem direita, equipada com dois grupos reversíveis de 15 MW cada um, alimentados por dois circuitos hidráulicos subterrâneos independentes. Está também equipada com um posto de observação e comando.



 


(Fig.5 Esq. geral do escalão de jusante) 

 


(Fig.6 Alçado jusante do escalão jusante)


Fig.7 Escalão de jusante em construção 03/12)



Em Julho de 2011 o Escalão de Jusante testemunhou mais um avanço da engenharia portuguesa ao proceder-se à betonagem de um dos blocos utilizando a técnica 
Betão com Prévia Colocação de Agregados (BPCA), sendo a primeira vez que se recorreu a esta técnica na execução de uma estrutura definitiva.


A exploração do escalão de jusante prevê a bombagem de caudais da albufeira da Valeira a jusante, no Rio Douro. Para permitir este aproveitamento, mesmo em nível mínimo de exploração, é necessário construir a jusante um canal que, ao permitir o rebaixamento do leito do rio até à cota 100,50, garanta um nível de armazenagem adequado.



As albufeiras


A concretização deste empreendimento resultará na constituição de duas albufeiras correspondendo á de montante uma extensão de cerca de 60 km. Os concelhos beneficiados são os de Macedo de Cavaleiros e Mogadouro nas zonas mais a montante e os de Alfândega da Fé e de Torre de Moncorvo, mais a jusante. É neste último que se situam a barragem principal e a de jusante.

A área inundada ao nível de pleno armazenamento é de 2820 ha a que corresponde um volume de 1095 hm 3 .

A albufeira de jusante desenvolve-se integralmente no concelho de Torre de Moncorvo terá uma extensão de 9,6 km e, ao nível de pleno armazenamento, inunda uma área de 200 ha e proporciona 30 hm3 de volume.

Em conjunto, estas duas albufeiras mais do que duplicarão a capacidade de armazenamento português de água no Douro e começarão a encherem 2013. 


 

(Fig.8 Esq. de func. do AHBS) 

Clique na imagem para aumentar

 

 

Exploração do empreendimento


O recurso a grupos reversíveis e a existência da albufeira da Valeira imediatamente a jusante da barragem de jusante permite a bombagem em ambos os escalões atingindo-se assim uma produção média anual de 444 GWh/ano, incluindo o contributo da bombagem.

O início da produção de energia prevê-se para 2014 e a entrega na rede será na subestação do Pocinho.


Os construtores


Tanto a Bento Pedroso como a Lena Construções apresentam um portfólio de obras e realizações que testemunham a qualidade de execução, indispensável à concretização de um projecto desta natureza.

Empresas da maior projeção no universo da construção civil Portuguesa são de há longa data   parceiros da CIMPOR num conjunto de obras emblemáticas:
  • Barragem do Alqueva;
  • Auto-estrada A13 - Almeirim/Marateca;
  • Aeroporto Francisco Sá Carneiro;
  • Ponte Vasco da Gama;
  • Gare do Oriente.

No qual o AHBS se enquadra em lugar de destaque.




 

Os grandes números do empreendimento


O investimento total por parte da EDP  estima-se em 569 M€ dos quais cerca de 80% serão de incorporação nacional.

Em termos de consumo de materiais os números são reveladores da importância do empreendimento:

  • Volume de betão – 1.102.240 m3
  • Número de camadas de betonagem na barragem de montante - 1346
  • Peso de aço em armaduras – 14.710 t
  • Volume de escavação – 2.903.708 m3
  • Extensão de restabelecimentos – 39 km
  • Número de trabalhadores envolvidos –1675 trabalhadores (2011)
  • Número de trabalhadores que residem a menos de 50 km – 300 (valor aprox.)
  • Número de empresas envolvidas – 143 ,das quais 15% se situam a menos de 50 km
  • Emissões CO2 evitadas/ano - 1.037 kt emissões evitadas (directas e indirectas)

 

A intervenção da Cimpor 

As condições técnicas da obra determinaram a utilização de CEM I 42,5 R , tendo o ACE feito recair a sua escolha sobre o do Centro de Produção de Souselas que se vê mais uma vez associado a uma obra de referência.

O fornecimento de cimento para os vários tipos de betão requeridos pela obra vai aproximar-se de 140.000 ton distribuídas ao longo de 20 meses com picos mensais de 8.000 ton.

Com números desta escala, compreende-se a exigência da operação de logística correspondente que obriga a um planeamento cuidado e uma afectação de meios humanos especializados e experientes, só ao alcance de organizações de elevado profissionalismo.

A selecção dos produtos e serviços da CIMPOR em mais um empreendimento de referência no país, são uma inequívoca demonstração de confiança na competência técnica e de reconhecimento da fiabilidade da logística, atributos indissociáveis de uma empresa líder de mercado.

O AHBS é mais uma obra de cuja participação a CIMPOR se orgulha e que é um contributo estratégico para o desenvolvimento do país.




Desenvolvimento com respeito 

Não obstante a dimensão do empreendimento, a EDP tem vindo a desenvolver esforços no sentido de minimizar impactes, muitas vezes longe do conhecimento do grande público, consubstanciados por Medidas Compensatórias, Planos de Monitorização e pela Preservação do Património.

As Medidas Compensatórias pretendem recriar, recuperar, proteger e valorizar habitats bem como estimular a proliferação e fixação de espécies animais autóctones e da lista das que foram implementadas destacam-se as seguintes:

Habitat de Compensação da Vilariça;
  • Valorização do corredor ripícola no Médio e Alto Sabor e rio Maçãs;
  • Programa de Conservação da Lontra;
  • Programa de Proteção e Valorização do Lobo Ibérico no Nordeste Transmontano e BeiraAlta;
  • Programade Proteção e Valorização da Avifauna Rupícola no Nordeste Transmontano;
  • Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal.

Os Planos de Monitorização em curso visam avaliar o impacte da construção e da exploração do AHBS em diversas vertentes. Estes Planos irão alargar-se na maior parte dos casos para além do período de construção e são:
  • Programa de Monitorização do Ruído;
  • Programa de Monitorização da Qualidade do Ar;
  • Programa de Monitorização da Qualidade da Água;
  • Programa de Monitorização da Socioeconomia;
  • Programa de Monitorização do Ordenamento do Território e Uso do Solo;
  • Plano de Monotorização da Gestão de Resíduos.

 



Barragens: um equipamento ao serviço da comunidade e do meio ambiente

A construção de barragens tem sido origem de controvérsias mais ou menos acesas nos últimos anos. No contexto económico e social próprio de Portugal e face à previsão de diminuição acentuada de pluviosidade, algumas das vantagens em várias vertentes merecem ser recordadas.


 




Galeria de fotos da obra (clique na imagem para aumentar)



(Corte do escalão de montante)



(Escalão de montante - vista de jusante)
 



(Escalão de montante
e Central)



(Escalão de jusante -
vista de jusante)


(Pormenor de
Betonagem)



(Tomada de água)



exp
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